Fichamento Ilustrado "Teoria do Não-Objeto"
Morte da Pintura:
- A pintura figurativa começou a morrer com os impressionistas, pois eles valorizavam a iluminação e as cores em detrimento dos contornos e das formas a partir de pinceladas mais livres. Um dos maiores exemplos de pintores impressionistas foi Claude Monet, com quadros como:
| Impressão, nascer do sol |
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| Manhã no Sena perto de Giverny |
- Com o avanço da arte moderna, os objetos representados passaram a perdem ainda mais a sua importância e o quadro passou a valer por si só. Ao longo desse processo, movimentos como o cubismo, que fragmentava os objetos, e artistas como Pierre Mondrian e Kazimir Malevich se destacaram, que eliminavam o objeto em sua quase totalidade se destacaram.
Menina com bandolim, Pablo Picasso (cubismo)
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| Suprematismo Dinâmico, Kazimir Malevich |
Obra e Objeto:
- Na arte tradicional, os quadros criam espaços fictícios a partir de representações do mundo. As molduras, nessa situação, funcionam como mediadoras do mundo real e da arte.
- Nas esculturas, a base/suporte funciona como essa mediação entre a obra e o espaço.
- Já na arte moderna, essa separação entre o mundo real e a arte começa a ser destruída. Um exemplo disso são as obras Ready-Made, que utilizam objetos já existentes no mundo real, mas os colocam em situações inusitadas
- Essas obras, no entanto, ainda não se configuram como não-objetos, pois dependem do significado prévio daqueles objetos e não superam por completo a condição de objeto, configurando-se apenas como objetos estranhos.
| Fonte, Marcel Duchamp |
| Porta-garrafas, Marcel Duchamp |
Formulação Primeira:
- A eliminação da moldura em pinturas e da base em esculturas não é apenas formal, mas conceitual, configurando-se como uma tentativa de romper com o sistema tradicional da arte.
- Não basta, no entanto, apenas romper com o caráter material/físico da moldura e da base, é necessário romper com a lógica que elas representam.
- Dessa forma, uma arte não pode somente não possuir uma moldura mas continuar presa à logica representativa.
Diálogo sobre o Não-Objeto:
- Objetos: São marcados por sua função e por sua inserção na cultura. Sua compreensão depende de sistemas de significado externos.
- Quase-objetos: São produzidos pela arte e consistem em representações de objetos ou de símbolos.
- Não-Objetos: Não representam algo, mas sim se apresentam. Eles exigem a participação ativa dos indivíduos, que passam a ser parte da obra e não somente expectadores.
- Exemplos do que seriam Não-Objetos:
| Os Bichos, Lygia Clark |
| Parangolés, Hélio Oiticica |
| Contrarrelieve de Esquina, Vladimir Tatlin |

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